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Passaporte italiano é o 3º mais valioso do mundo – ranking atualizado

O passaporte italiano é o 3º mais valioso do mundo em 2021. Isso mesmo, publicamos em março uma matéria falando que o passaporte italiano era o 4º mais poderoso do mundo. Contudo, saiu novo ranking. De acordo com o mapa atualizado de mobilidade global e da liberdade de acesso dos viajantes, produzido pelo Índice de Passaportes Henley de 2021 (Henley Passport Index), a Itália somou 136 pontos de mobilidade, 98 pontos de isenção de visto, 34 pontos de visto na chegada e 62 pontos de visto necessário.

Em relação ao resultado de 2020, o passaporte italiano subiu uma posição no ranking. De acordo com o índice, o passaporte mais valioso em 2021 é o da Nova Zelândia (138 de pontuação de mobilidade). Alemanha, Espanha e Áustria estão empatados em segundo lugar com 137 de pontuação de mobilidade. Por fim, Itália divide o terceiro lugar ao lado de Finlândia, Áustria, Suíça, Irlanda, Japão, e Coreia do Sul. Todos com 136 pontos de mobilidade.

Passaporte italiano
Divulgação Henley Passport Index

A lista divulgada pela Henley revela a influência que os países exercem mundialmente e coloca os passaportes de acordo com o acesso que fornecem aos cidadãos. A Henley Passport Index, classifica periodicamente os melhores passaportes do mundo para viajar, baseado em dados fornecidos pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e cobre 199 passaportes e 227 destinos de viagem.

O estudo tem o objetivo de ajudar os viajantes a classificar os países pela forma como podem, livremente, viajar pelo mundo sem a necessidade de um visto.

Ranking em meio à paralização

O relatório para 2021 revela o estado em tempo real da mobilidade global em uma paralisação, à medida que os governos continuam a implementar protocolos de proteção e segurança para tornar as viagens uma experiência mais contínua e responsável no futuro.

A segurança tem sido, com razão, a principal prioridade para muitas pessoas e continuará a ser um ponto vital assim que as viagens normais retornarem. Cada vez mais, governos estão considerando adotar novas práticas e regulamentações que permitirão que as viagens internacionais se tornem uma experiência segura e sustentável para os visitantes e sua população local.

De acordo com a Henley, durante o primeiro semestre de 2021, os passaportes de melhor desempenho no índice geralmente mostram uma correlação entre o compromisso dos governos com a abertura ou a diplomacia rápida entre as nações, bem como aqueles que estão gerenciando melhor a crise global de Covid, dentro de suas fronteiras.

“É seguro dizer que o pior da pandemia COVID-19 ficou para trás, à medida que vemos cada vez mais países abrindo suas fronteiras com segurança”, disse Armand Arton, fundador e presidente da Arton Capital, e criador do The Passport Índice.

Já na opinião do vice-presidente de marketing da Arton Capital, Hrant Boghossian, “o índice de passaportes reinventou a maneira como olhamos para os passaportes com o primeiro barômetro interativo em tempo real do mundo no estado de mobilidade global.”

Passaporte italiano: Espaço Schengen

Como vimos, atualmente o passaporte italiano tem 98 pontos de isenção de visto. Dentre eles, muitos fazem parte do Espaço Schengen. De acordo com o site oficial da União Europeia (EU), o Espaço ou Acordo Schengen garante a livre circulação de mais de 400 milhões de cidadãos da UE, juntamente com cidadãos de países terceiros que vivem na UE ou que visitam a UE como turistas, estudantes de intercâmbio ou para fins comerciais (qualquer pessoa legalmente presente na UE).

A livre circulação de pessoas permite a todos os cidadãos da UE viajar, trabalhar e viver em um país da UE sem formalidades especiais. Ou seja, portadores do passaporte italiano têm essa vantagem. O Acordo de Schengen reforça esta liberdade, permitindo aos cidadãos circularem no Espaço Schengen sem estarem sujeitos a controles nas fronteiras.

Hoje, o Espaço Schengen abrange a maioria dos países da UE, exceto Bulgária, Croácia, Chipre, Irlanda e Romênia. No entanto, a Bulgária, a Croácia e a Roménia estão atualmente em processo de adesão ao espaço Schengen e já aplicam o acervo de Schengen em grande medida. Além disso, também os Estados não pertencentes à UE, Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein aderiram ao Espaço Schengen.

União Europeia e Espaço Schengen

Vale ressaltar que União Europeia e Acordo de Schengen não são a mesma coisa. Enquanto a EU é uma entidade política e econômica, o Espaço Schengen tem a função de liberar a livre circulação de pessoas entre os países participantes. É por isso que um país da Europa pode ou não fazer parte de um desses acordos.

Em outras palavras, os países que constituem esse espaço aboliram o controle nas fronteiras internas. Isso faz com que o território do Schengen seja “como um só país”. Por esse motivo, os cidadãos de países signatários do Acordo de Schengen, como é o caso da Itália, não precisam apresentar passaporte nas fronteiras. Já para quem não for de algum país não-signatário, como o Brasil, o passaporte é sempre exigido para comprovação de identidade.

Brasileiros no Espaço Schengen

Embora o Brasil não faça parte do Acordo de Schengen, brasileiros podem se beneficiar dos privilégios do acordo. Isto é, o número de descendentes italianos no Brasil é enorme. A dupla cidadania italiana concede ao portador os benefícios que um cidadão europeu.

Ao analisar os dados do Serviço de Estatística da União Europeia (Eurostat), em 2018, o Brasil ficou em terceiro lugar entre os principais países beneficiários de cidadania italiana. Foram 10.660 concessões. E os números aumentam ano a ano. Desde que eles começaram a contabilizar, em 2002, até 2017, o número de cidadanias concedidas aumentou mais de 800%. Nesses 15 anos, 170.187 brasileiros obtiveram dupla cidadania, sendo, 17,8% deles para a Itália.

Outra vantagem de obter passaporte italiano é que não há limite para que o direito seja passado. Em outras palavras, qualquer descendente de pessoas nascidas na Itália, independentemente no número de gerações entre o antenato (antepassado italiano) e o requerente, tem direito. Desde que comprovado o iure sanguinis (expressão latina que significa “direito de sangue”). O alto número de descendentes de italianos no Brasil oportuniza obter a dupla cidadania.

Se você está entre estes milhares de brasileiros que deseja obter a cidadania italiana, você pode agilizar o processo e fazê-la diretamente da sua casa. Com o Studio Legale Boschetti, não há necessidade de viajar até a Itália, o que aumenta a segurança do requerente.

O Studio Legale Boschetti tem mais de dez anos de experiência e mais de 700 processos. A maioria deles relativa à cidadania italiana. Além disso, tem em sua equipe advogados brasileiros para uma comunicação efetiva com os clientes brasileiros.

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