
União Europeia acelera vacinação e aumenta expectativa de reabertura
Casos de Covid-19 registrados nos Estados-membros da União Europeia (UE) começam a perder força à medida que a vacinação começa a ganhar ritmo neste segundo trimestre. Fato que alimenta a esperança de ampla reabertura da região antes do verão (terceiro trimestre do ano). A retomada dos negócios antes das férias de verão são cruciais para a economia da região.
Segundo governos locais, as infecções diárias na UE vêm caindo desde o começo de abril e as mortes diárias relacionadas à covid-19 começaram a diminuir significativamente a partir de meados de abril. Isso se deve, não apenas ao aumento da vacinação, como também aos lockdowns, toques de recolher e outras restrições implementadas em março e abril.
De acordo com o jornal Valor Econômico, embora a maior parte dos países da UE já tenha vacinado cerca de um quarto de suas populações com ao menos uma dose, cientistas afirmam que ainda é cedo para as vacinas reduzirem os contágios. “Mas esse efeito deverá começar a ser notado assim que 40% a 60% das pessoas tiverem recebido pelo menos uma dose, o que poderá acontecer já no fim de maio.” Até 2 de maio, países membros da UE haviam aplicado 33,6 doses por 100 habitantes, segundo o Our World in Data.

“A aceleração do ritmo de vacinação se deve ao aumento nas entregas de vacinas para a região. Nos três meses até junho, a UE espera receber 400 milhões de doses”, revelou o Valor Econômico. “A expectativa é de que as vacinações terão um impacto sobre as taxas de contágio na Europa já no fim de maio”, disse Ugur Sahin, cofundador da BioNTech, ao Wall Street Journal.
União Europeia
O Poder Executivo da União Europeia recomentou, no dia 3 de maio, que os países do bloco passem a aceitar mais viajantes de fora do bloco. Atualmente, pessoas de sete países de fora da União Europeia são permitidas para viagens turísticas ou motivos não-essenciais, mesmo que não tenham sido vacinadas. No entanto, elas devem passar por testes e uma quarentena.
A nova proposta visa para liberar a entrada de pessoas que receberam doses de vacinas que a União Europeia autorizou; ou pessoas de países onde há uma boa situação epidemiológica. Sendo assim, pela situação epidemiológica, brasileiros devem ficar fora da lista. Contudo, resta a possibilidade de entrada caso a UE libere pessoas que receberam vacina que também tenha sido aprovada pelos europeus. As vacinas que a União Europeia autorizou são as fabricadas com as tecnologias desenvolvidas pelas AstraZeneca, Johnson&Johnson, Pfizer e Moderna.
De acordo com o divulgado pela União Europeia, a lista de países será revista a cada duas semanas. Um dos membros do bloco pode sugerir uma suspensão se a situação em um país que está liberado piorar.A proposta reflete o conselho de especialistas que consideram que a vacina auxilia a quebrar a cadeia de transmissão do vírus. Os Estados do bloco devem permitir a entrada de todos aqueles que receberam a segunda dose da vacina há pelo pelos 14 dias.
Viajar para a Itália
O aumento das entregas está permitindo aos governos flexibilizar as restrições impostas quando as vacinas estavam mais escassas. Na Itália, por exemplo, de acordo com o Valor Econômico, o premiê, Mario Draghi, nomeou em março o general Francesco Figliuolo, um especialista em logística militar, para energizar e ordenar uma vacinação inicialmente lenta e caótica.
“No fim de abril, o general Figliuolo aumentou o número de doses diárias para meio milhão, o dobro da média do começo desse mês. E ele pretende aumentar ainda mais esse número em junho. Cerca de 22% da população italiana já recebeu pelo menos uma dose. O objetivo do general Figliuolo é vacinar 80% da população até o fim de setembro.”
A notícia é animadora não apenas para os italianos, mas também para quem deseja viajar ou se mudar para o país. Morar na Itália é um sonho comum entre brasileiros. O desejo vai de encontro com a facilidade, afinal, o país é um dos maiores descendentes de italianos no mundo. São cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo a Fondazione Migrantes, que organiza o Rapporto Italiani nel Mondo (Italianos no Relatório Mundial).
Além disso, de acordo com dados divulgados pelo Serviço de Estatística da União Europeia (Eurostat), entre os principais países beneficiários de cidadania italiana, em 2018, o Brasil ficou em terceiro lugar, com 10.660 concessões. E os números aumentam ano a ano. Desde que eles começaram a contabilizar em 2002, até 2017, o número de cidadanias concedidas aumentou mais de 800%. Nesses 15 anos, 170.187 brasileiros obtiveram dupla cidadania. 17,8% deles para a Itália.
Obtenha sua cidadania italiana de forma segura
A boa notícia aos que planejam fazer as malas é que para obter a cidadania italiana não é necessário viajar para a Itália. Através da via judicial, é possível fazê-la diretamente da sua casa. O modelo, trata-se de uma ação na justiça italiana para o reconhecimento da cidadania, feita no Tribunal de Roma, por intermédio de um advogado italiano. Sendo assim, o modelo é ideal para quem deseja agilidade e segurança.
Além de não ser preciso fazer presencialmente na Itália, não é necessário passar anos aguardando na fila do consulado. Afinal, o descendente tem a cidadania reconhecida em aproximadamente dois anos. Consulados como o de São Paulo (SP), por exemplo, chegam a levar 12 anos no trâmite.
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